Miniaturas em Madeira celebram o saber-fazer tradicional
No passado dia 5 de abril de 2026, pelas 15 horas, o Museu da Castanha, em Aldeia do Bispo, acolheu a inauguração da exposição temporária “Arte e Ofício: Miniaturas em Madeira”, integrada nas celebrações de Páscoa.
A sessão de inauguração da exposição contou com a presença de visitantes, comunidade local e com a Junta de Freguesia de João Antão, num momento de partilha que marcou o arranque de uma mostra dedicada ao trabalho manual em madeira e à valorização dos ofícios tradicionais.
A exposição reúne um conjunto de miniaturas em madeira que recriam objetos, ferramentas e cenas do quotidiano rural, convidando o público a uma leitura atenta do detalhe e da memória associada ao trabalho no meio rural.
Apresentadas em pequena escala, as peças revelam-se através da observação próxima, destacando o rigor técnico, a paciência e o domínio do trabalho artesanal. A madeira reaproveitada, elemento central da exposição, surge como matéria viva, marcada pelo tempo e pelas transformações do uso, integrando-se na narrativa de cada peça.
Mais do que uma representação do passado, esta mostra propõe um olhar sobre a continuidade dos saberes tradicionais. As miniaturas afirmam-se como interpretações do real, onde o gesto, o ofício e a prática manual permanecem como elementos essenciais de leitura.
O autor, Davide Ramos, natural de João Antão, apresenta um trabalho desenvolvido de forma autónoma, conciliando a sua atividade profissional com a criação artesanal. A partir de madeira reaproveitada, constrói peças que mantêm uma ligação direta ao território e às práticas do mundo rural, prolongando-as através do trabalho manual e de um processo atento e minucioso.
Após a inauguração, decorreu um passeio pela nossa Aldeia, com a Junta de Freguesia de João Antão, o percurso incluiu a visita à Casa dos Santinhos Adornados, entre outros pontos de interesse, proporcionando um momento de convívio e descoberta do património local.
O Museu da Castanha reforça, com esta exposição temporária patente até junho, o seu papel na valorização dos ofícios tradicionais e na promoção de iniciativas que aproximam a comunidade da sua memória material e cultural.
A entrada é livre.









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