O Entrudo voltou a surpreender a Aldeia

Ontem, na noite de 16 de fevereiro, a Aldeia voltou a ser palco de risos, sustos e muitas gargalhadas. Os foliões saíram à rua e cumpriram o ritual de sempre: bater de porta em porta, sem aviso, sem identidade revelada, apenas gestos, trajes antigos e aquela energia irreverente que só o Entrudo sabe trazer.

As reações não se fizeram esperar... Houve quem não reconhecesse ninguém, quem tivesse sido visitado no quarto, quem apelidasse os mascarados de “doidos” e até quem pedisse, para o próximo ano, fosse feito pré-aviso, para evitar ser apanhada de pijama... e no meio das limpezas. Entre emojis de espanto e gargalhadas, ficou claro: a tradição está viva!


A Corrida do Entrudo, simples e fiel ao que sempre foi, voltou a cumprir o seu papel. Sem anúncios oficiais, sem protagonistas assumidos, sem necessidade de palco. Apenas o encontro inesperado entre quem bate à porta e quem a abre. É precisamente nesse improviso que reside a força da tradição: no susto inicial, na tentativa falhada de adivinhar quem está por detrás da máscara, na conversa feita por gestos e na partilha espontânea que se segue.

Mais do que uma encenação, é um momento de comunidade. Quem participa sabe que o anonimato é parte essencial da brincadeira. Quem recebe já espera qualquer coisa… mas nunca sabe exatamente o quê.

Desconhecem-se, como sempre, os intervenientes. E ainda bem... O mistério faz parte do ADN do Entrudo na Aldeia do Bispo. O importante não é quem são, mas que continuam a sair à rua, mantendo viva uma prática que esteve adormecida e que hoje regressa com naturalidade, ano após ano.

Fica o agradecimento a todos os que abriram as portas, mesmo sem pré-aviso, e entraram no espírito da festa. E fica também o desafio: que no próximo ano haja ainda mais ousadia, mais criatividade e mais portas surpreendidas.


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